Month: Fevereiro 2015

WESTERN: SAHARA DE COLETIVO LEFT HAND ROTATION

poster 27 fev

‘Western: Sahara’ documenta o processo de produção de um trabalho audiovisual participativo nos acampamentos de refugiados saharauis, em Tinduf (Argélia). Partindo da elaboração de um trailer como peça de difusão mediática, os participantes imaginam um filme western sobre a criação do estado Saharaui.

O Saara Ocidental é a última colónia que falta libertar em África. Há mais de 37 anos, quando Espanha abandonou o povo saharaui, Marrocos ocupou o território perante a permissividade internacional. Actualmente, existem mais de 200.000 refugiados em terras argelinas. O povo saharaui debate­se entre continuar uma resistência pacifica ou voltar às armas. Abidin Kaid Saleh é a única escola de cinema localizada num acampamento de refugiados.

A sua existência confirma a aposta do povo saharaui no cinema como ferramenta de criação de imagens auto-representativas. A capacidade desta arte para descrever o agora e para criar, de forma colectiva, o que em breve será história, torna­a na arma, por excelência, para a afirmação da auto-determinação e de luta contra o esquecimento mediático.

Condições de acesso ao recinto:
PÚBLICO-ALVO: m/12
LOCAL: Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro
MORADA: Estrada de Telheiras, 146
ENTRADA: Entrada livre (limitada a 140 espetadores)
RESERVAS: cinetelheiras@gmail.com
TRANSPORTE: Metro Telheiras, linha verde – Autocarros 747, 767, 778.
DATA E HORA: 27 Fevereiro 2015 // 21:30
+ INFO: https://cinetelheiras.wordpress.com/

Evento – https://www.facebook.com/events/336293379900620

Entrevista Viver Telheiras

Cineclube de Telheiras de regresso e gratuito!

http://www.vivertelheiras.pt / Fevereiro 4, 2015 – 263

Chama-se Cineclube mas responde por muito mais do que isso. Quer abraçar a cultura e ultrapassar fronteiras. Há dança, música e mais. Este ano, está de regresso com um novo fôlego.

Pedro Milheiro tem 28 anos e é a cara do Cineclube de Telheiras. Em 2014, partiu para a Roménia mas deixou o coração no bairro. À distância, continuou a programar. Agora, promete começar com mais força. A estreia é já no dia 6 deste mês.

O Cineclube é o mesmo, garante. “Com a mesma alma e com as mesmas intenções”. Mas há novidades! Espera-se que todos os eventos deste ano sejam gratuitos para “chamar mais gente e dar um pontapé na crise”.

Pedro contou-nos as novidades, desafios e esperanças para esta nova fase.

– Depois de um 2014 à distância, que balanço fazem do ano que passou e da evolução do projecto?

Pouca ou nada mudou. Tivemos algumas alterações a nível logístico, recursos humanos e até dos serviços internos onde desenvolvemos as nossas actividades. Adaptações a que já estamos habituados. O Cineclube de Telheiras continua a ser o mesmo, com a mesma alma e com as mesmas intenções. Prevemos evolução no ano decorrente.

– Como funcionou a programação, tendo em conta os quilómetros que separam Telheiras e Bucareste?

A maior parte do trabalho realizado, isto é, preparação, organização e programação, decorre junto de computadores, internet, email, etc.
Portanto, foi e continua a ser relativamente fácil programar junto das entidades com quem desenvolvemos actividades culturais. E estas entidades sabiam previamente da minha vinda para Bucareste e da minha intenção em dar continuidade ao projecto, mesmo estando longe. E a internet encurta as distâncias e dá-nos acesso à informação mais rapidamente.

– Sendo um cineclube por definição um projecto essencialmente centrado no cinema, que explicação apresentam para que muitas das actividades que programam não terem como base ou núcleo o cinema?

O facto de sermos um cineclube não significa que nos foquemos apenas em programação cinematográfica. E isso distingue o Cineclube de Telheiras dos restantes activos. Aliás, nós abraçamos tudo o que diz respeito a cultura. Temos outras paixões para além do cinema.
Por outro lado, é-nos mais fácil desenvolver outras actividades. Com um concerto, por exemplo, não temos tantos custos.

– Quais são os principais desafios ou dificuldades do projecto?

Os desafios são ao nível financeiro principalmente. Por vezes, vemo-nos impossibilitados de programarmos algo que gostaríamos muito de ver, seja cinema, música ou dança. Contudo, é sempre um desafio. E no fundo o artista tem de ser um criador e dadas estas dificuldades, vemo-nos obrigados a pensar e a criar soluções.

– Qual é a importância do cineclube para Telheiras e para os telheirenses?

Nem todos os bairros se podem vangloriar da existência de um cineclube. Ter cinema e outras actividades à porta de casa não é para todos. Deste modo, considero os telheirenses uns privilegiados, não apenas pela existência do cineclube, mas por todas as companhias e entidades que por cá passam. Damos a conhecer espectáculos e obras que não existem nas grandes salas. É este universo cultural paralelo o nosso principal foco.

– Quais são os planos para esta nova fase?

Pretendemos que todos os eventos sejam gratuitos, de modo a atrairmos mais espectadores. Também já estamos a trabalhar num intercâmbio cultural entre a Roménia e Portugal e vice-versa. Coisas boas virão certamente.

– Qual é a grande ambição ou desejo do Cineclube de Telheiras para 2015?

Na verdade, não temos. Procuramos não criar expectativas para não nos desiludirmos. O que será, será! Mas o nosso principal foco neste momento é a realização do intercâmbio entre os dois países.

– O que falta para que o Cineclube de Telheiras se torne ainda mais aquilo que idealizaram quando começaram?

Quando iniciámos este projecto, tínhamos como principal fim dar a conhecer obras e artistas às quais o comum dos mortais não tem acesso. Espectáculos que não passam nas grandes salas e artistas que consideramos promissores e de qualidade. No fundo, fomos e somos uma rampa de lançamento cultural. Encho-me de orgulho sempre que vejo um artista que passou por nós em grandes palcos, em grandes salas ou mesmo na televisão ou na radio. Este é e sempre será o propósito da existência do Cineclube de Telheiras. Uma programação vocacionada para o espectador, de pessoas, com pessoas, para pessoas.

MONDO VOLTO por CAPITÃO AMÉRICO

MONDO VOLTO por Capitão Américo (Um autêntico – Live at Pompeii – mas em Telheiras)

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00:00 – 01 – (INTRO) MARTES DE SANGRE
02:37 – 02 – TRIDENTE
08:15 – 03 – EL GATTO
12:57 – 04 – MEDIA NOCHE NEGRA
18:06 – 05 – INFERNO 93
24:16 – (PUBLICIDADE) INTERVALO
25:46 – 06 – RIPHA / JALISCO
30:46 – 07 – I TRE VOLTI DELLA PAURA
38:00 – 08 – HUEVO
43:15 – (OUTRO) CREDITOS FINAIS

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Filme realizado por Kiko Moreira e Capitão Américo
Concerto gravado ao vivo no Cineclube de Telheiras a 26 Junho 2014

WESTERN: SAHARA de Coletivo Left Hand Rotation

poster 27 fev

‘Western: Sahara’ documenta o processo de produção de um trabalho audiovisual participativo nos acampamentos de refugiados saharauis, em Tinduf (Argélia). Partindo da elaboração de um trailer como peça de difusão mediática, os participantes imaginam um filme western sobre a criação do estado Saharaui.

O Saara Ocidental é a última colónia que falta libertar em África. Há mais de 37 anos, quando Espanha abandonou o povo saharaui, Marrocos ocupou o território perante a permissividade internacional. Actualmente, existem mais de 200.000 refugiados em terras argelinas. O povo saharaui debate­se entre continuar uma resistência pacifica ou voltar às armas. Abidin Kaid Saleh é a única escola de cinema localizada num acampamento de refugiados.

A sua existência confirma a aposta do povo saharaui no cinema como ferramenta de criação de imagens auto-representativas. A capacidade desta arte para descrever o agora e para criar, de forma colectiva, o que em breve será história, torna­a na arma, por excelência, para a afirmação da auto-determinação e de luta contra o esquecimento mediático.

Condições de acesso ao recinto:
PÚBLICO-ALVO: m/12
LOCAL: Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro
MORADA: Estrada de Telheiras, 146
ENTRADA: Entrada livre (limitada a 140 espetadores)
RESERVAS: cinetelheiras@gmail.com
TRANSPORTE: Metro Telheiras, linha verde – Autocarros 747, 767, 778.
DATA E HORA: 27 Fevereiro 2015 // 21:30
+ INFO: cineclubetelheiras.blogspot.pt

A Inquisição Tranquila

13 FEV POSTER

No segundo e ultimo dia da mostra de documentarios sobre Direitos Humanos em parceria com a Amnistia Internacional – Grupo 19 de Sintra – iremos visualizar a obra “A Inquisição Tranquila” de Alessandra Zeka e Holen Sabrina Kahn.

Num hospital público em Manágua, Nicarágua, a médica Carla Cerrato luta em consciência contra as implicações angustiantes de uma nova lei que proíbe todos os abortos, mesmo em caso de estupro, incesto ou para salvar a vida de uma mulher. Como ela, os colegas vão arriscando entre o potencial de acusação e o uso de protocolos médicos que lhes permitam salvar vidas fazendo emergir o drama do impacto mortal desta lei e mostrando a realidade desta proibição sob o pano de fundo de uma política religiosa e uma identidade nacional historicamente complexa. A fasquia desta luta eleva-se ainda mais quando as mortes indignam Carla que decide agir corajosamente face à lei.

Realização: Alessandra Zeka e Holen Sabrina Kahn; Documentário, EUA/Nicarágua,

Condições de acesso ao recinto:
PÚBLICO-ALVO: m/12
LOCAL: Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro
MORADA: Estrada de Telheiras, 146
ENTRADA: Entrada livre (limitada a 140 espetadores)
RESERVAS: cinetelheiras@gmail.com
TRANSPORTE: Metro Telheiras, linha verde – Autocarros 747, 767, 778.
DATA E HORA: 13 Fevereiro 2015 // 21:30
+ INFO: cineclubetelheiras.blogspot.pt

A Ferro e Fogo + Mar Fechado

6 fev

O Cineclube de Telheiras regressa na sua máxima força e pelo terceiro ano consecutivo realiza-se em parceria com a Amnistia Internacional – Grupo 19 de Sintra – a mostra de documentários sobre Direitos Humanos.

Neste primeiro dia teremos o prazer de visualizar as seguintes obras:

“A ferro e fogo” – As vítimas ocultas da austeridade na Grécia (Into the Fire – The Hidden Victims of Austerity in Greece ).

“A ferro e fogo” é um documentário sobre a situação dos emigrantes e refugiados na Grécia confrontados com as severas medidas de austeridade adoptadas no quadro da crise económica do país e o aumento do racismo. O contingente de deserdados foge dos seus países de origem em busca de segurança. A Grécia é um dos principais portões para a Europa de quem entra pela fronteira turca. Uma vez nela, a legislação europeia impede-os de continuarem para outros países. Os que tentam ficar em solo grego acabam por se deparar com deficiências nos procedimentos de asilo que os levam por vezes a terríveis condições de vida.

Sem habitação, documentos legais ou qualquer apoio, são confrontados com uma crescente e muitas vezes violenta onda de racismo. Os ataques têm como alvo não só os refugiados mas qualquer estrangeiro, inclusivé os imigrantes ali radicados há anos.

Alvos da propaganda incendiária do partido Golden Dawn, de extrema-direita, a polícia diz-se disposta a protegê-los. Mas sobram dúvidas sobre as relações entre as autoridades policiais e os extremistas xenófobos.

Realização: Guy Smallman and Kate Mara; Documentário, Grécia, 2013, M/12, 40’

Mar Fechado (Mare Chiuso)

Após a eclosão da guerra na Líbia, em Março de 2011, muitos migrantes e refugiados africanos escaparam do país. Uma parte desse fluxo encontrou abrigo em campos de refugiados na fronteira com a Tunísia, outra conseguiu alcançar as costas italianas através de embarcações. Muitos já tinham sido repatriados pela Itália como resultado de um acordo assinado por Berlusconi e Kadafi em 2008. Desde a assinatura do presente acordo, todos os migrantes interceptados no mar pela marinha italiana foram repatriados à força para a Líbia, acabando expostos a todo o tipo de abusos por parte da polícia local.

Este documentário tem como objectivo mostrar o que realmente aconteceu com refugiados africanos nos navios italianos durante estes “retrocessos operacionais” e em prisões líbias após a deportação. Conhecemos as testemunhas no campo de refugiados Sousha, na fronteira entre a Líbia e a Tunísia, e em dois campos de acolhimento para requerentes de asilo (CARA) no sul de Itália. As entrevistas constituem a parte principal do documentário, juntamente com uma sessão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo, onde uma testemunha processou a Itália. O tribunal condenou o Estado italiano por violação da Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

Realização: Stefano Liberti e Andrea Segre; Documentário, Itália, 2012, M/12, 60’

Condições de acesso ao recinto:
PÚBLICO-ALVO: m/12
LOCAL: Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro
MORADA: Estrada de Telheiras, 146
ENTRADA: Entrada livre (limitada a 140 espetadores)
RESERVAS: cinetelheiras@gmail.com
TRANSPORTE: Metro Telheiras, linha verde – Autocarros 747, 767, 778.
DATA E HORA: 06 Fevereiro 2015 // 21:30
+ INFO: cineclubetelheiras.blogspot.pt